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  • O MONSTRO DA SOLIDÃO JÁ TE FEZ COMPANHIA?

    O MONSTRO DA SOLIDÃO JÁ TE FEZ COMPANHIA?

    O MONSTRO DA SOLIDÃO JÁ TE FEZ COMPANHIA?

    O MONSTRO DA SOLIDÃO JÁ TE FEZ COMPANHIA

    Você pode até não admitir, mas é provável que, em algum momento da sua vida, o medo da solidão já tenha invadido seu coração. Talvez isso tenha ocorrido num passado distante, em alguma fase da vida em que suas relações afetivas não estavam assim tão bem estabelecidas… Talvez você não tenha se preocupado com isso, ou talvez você até tenha reorganizado sua vida e vencido esse sentimento ameaçador que, hoje em dia, não te assombra mais.

    Por outro lado, esse pode não ser o seu caso. Talvez você possa estar sofrendo com o medo da solidão neste momento e se essa for a sua realidade, acredito que este artigo poderá te ajudar.

    Para começar, quero compartilhar com você uma pequena parte da minha história. Não é segredo pra ninguém que um dos maiores medos que enfrentei durante o tempo em que estive solteira foi o medo de envelhecer sozinha, sem marido e sem filhos. Esse medo era tão grande que me fez permanecer em um relacionamento sem futuro por anos, simplesmente porque eu acreditava que aquela era a minha única chance de formar a minha família. E então eu insistia… Eu me negava a olhar para os problemas daquele relacionamento, eu não dava conta de me imaginar sozinha de novo, me faltava coragem para começar tudo novamente com outro alguém.

    Por outro lado, diante dos desentendimentos frequentes e das decepções amorosas com o namoro, eu também percebia que aquele namorado não era o companheiro ideal pra mim. Meus familiares e amigos próximos – que conseguiam enxergar as coisas de forma mais clara – me incentivavam a terminar aquele relacionamento sempre que me viam chateada ou chorando por situações resultantes daquela relação (o que convenhamos, não era raro de acontecer!).

    Definitivamente eu não estava feliz! Mas por que eu ficava? Não era por amor, eu tinha clareza disso. Era por medo da solidão. Eu também tinha clareza disso. Eu simplesmente tinha aceitado a ideia de que aquele relacionamento era o melhor que a vida poderia me oferecer… Conhece aquele ditado: ruim com ele, pior sem ele? Então, fui ficando!

    Seja corajosa, o seu futuro agradece

    Bom, mas o motivo que me fez contar essa história é para te mostrar o quanto somos “controlados” por nossos medos. Como ficamos acuados diante das inúmeras possibilidades que a vida nos traz e perdemos a chance de construir algo muito mais significativo para nós. Hoje, a orientação mais valiosa que eu tenho para te dar é: não permita que o medo da solidão – ou qualquer outro medo – te impeça de ir em busca dos seus sonhos mais preciosos. Isso é muito clichê, mas é a mais pura verdade. Eu só consegui sair dessa relação quando enfrentei esse medo terrível que me assombrou durante anos.

    Os meus perrengues amorosos, que me renderam muitas lágrimas, também trouxeram valiosas lições. Hoje, essa experiência dolorosa se tornou apenas uma parte da minha história, não me machuca mais. Vejo que me tornei mais forte e sou grata por essa transformação. Sinto-me vitoriosa. Meus desencontros amorosos se tornaram o grande motivo para o trabalho que realizo hoje com mulheres e casais que buscam relacionamentos felizes, que lhes permitam sentirem-se satisfeitos e realizados com a história que estão construindo.

    Este é o seu melhor momento

    Eu preciso te dizer que em qualquer fase de nossas vidas nós podemos – e devemos – investir em nossas relações afetivas/amorosas. Mesmo que você esteja, neste momento sozinha, sem um parceiro amoroso, você deve se preparar para estar em boas condições de viver uma experiência a dois quando esse momento chegar.

    Acompanhe meu raciocínio: existem muitas formas de viver a fase de solteira na vida, mas ficar se lamentando por não ter um par, dizendo que está sozinha porque os homens não querem assumir compromisso, ou alguma outra justificativa do tipo, não é a melhor alternativa, concorda?

    Sabemos que estar “avulsa” num mundo onde você só enxerga casais é de doer o coração (Eu já senti essa dor!). É bem provável que você já esteja cansada de tanto sofrer e pensando em desistir do seu sonho amoroso, achando que não conseguirá encontrar alguém legal para compartilhar a vida contigo.

    Sobreviver a essa fase nem sempre é fácil. A gente se dispõe a conhecer pessoas, põe fé de que dessa vez vai dar certo, investe no relacionamento e, de repente, tudo desmorona. Nos vemos sozinhas de novo, e pior, com um coração despedaçado na bagagem. A gente chega a ter inveja daquelas pessoas que encontram o amor logo de cara… Estou mentido?

    Mas por que a história dessas pessoas parece tão fácil? Tiveram sorte? Foi obra do destino? Encontraram um dos poucos “bons partidos” que ainda estava disponível?  Não, não é assim que funciona. É preciso entender que uma história de amor de sucesso não acontece ao acaso.  Ela é fruto de uma construção intencional e habilidosa entre duas pessoas que compartilham os mesmos objetivos. 

    Se você está cansada de errar, de desperdiçar o seu precioso tempo investindo em relações que não prosperam, eu te convido a assistir a aula VIRANDO O JOGO para conseguir entender com mais clareza como se estabelecem as relações entre os parceiros, identificar possíveis erros que pode estar cometendo e compreender qual a forma mais adequada de se comportar em suas relações amorosas. Essa aula vai ajudar você a ter um olhar mais claro sobre si mesma e te direcionar a um caminho mais promissor no amor. Vem assistir!

    Clique no botão abaixo para conhecer a proposta desta aula valiosa que preparei para você. Te espero!

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  • EU DISSE SIM E MUDEI O RUMO DA MINHA HISTÓRIA

    EU DISSE SIM E MUDEI O RUMO DA MINHA HISTÓRIA

    EU DISSE SIM E MUDEI O RUMO DA MINHA HISTÓRIA

    buque de rosas

    Os caminhos da vida se constroem por nossas escolhas

    Eu disse sim a uma oportunidade que me encheu de medo, que a princípio eu considerava ‘fora de cogitação’ e que me distanciaria de muitas coisas que eu gostava.

    Eu disse sim porque no fundo, bem lá no fundo, eu precisava mudar. Porque eu não estava assim tãããoo satisfeita com a minha vida. Porque eu sonhava viver um grande amor.

    Eu disse sim com o apoio e incentivo da minha sócia, mesmo sabendo da possibilidade de me perder como parceira profissional. O meu sim foi incentivado por minhas amigas, que acompanhavam minhas decepções amorosas e torciam para que eu ‘desse certo’ no amor. A minha família também apoiou o meu sim, simplesmente porque queria me ver feliz depois de ter acompanhado tanto sofrimento em relacionamentos que não me faziam bem.

    Eu disse sim a um homem que queria um compromisso comigo. Focado, decidido, que enxergou valor em mim, que soube me conquistar e esperar o ‘tempo do meu coração’.

    Eu disse sim para mim, para o meu sonho de construir uma família, para aquilo que eu comecei a entender que realmente merecia, para uma vida feliz.

    Eu disse sim para o desconhecido, para as incertezas e para as despedidas. E não pense que foi fácil!

    Eu disse sim para uma vida nova, para uma parceria, para um compromisso. Eu disse sim para o amor!

    E você, como está conduzindo sua vida amorosa?

    Se você está aí, lamentando sobre a falta de oportunidades em sua vida amorosa, ou sofrendo em um relacionamento onde não se sente plenamente amada, ou até mesmo envolvida com alguém que até poderia dar certo, mas a coisa não evolui, está na hora de tomar algumas decisões importantes se deseja transformar o seu futuro.

    Entenda que precisa partir de você. O seu futuro é de sua responsabilidade! É o seu movimento que vai abrir novas portas e te mostrar muitas oportunidades diferentes do que já viveu.

    Como tomar decisões transformadoras?

    O primeiro passo é se livrar da necessidade da ‘certeza da escolha certa’. Você precisa arriscar, experimentar o novo para ver se lhe agrada, se combina com você. Nas decisões da vida, avaliamos probabilidades e fazemos nossas escolhas conscientes dos possíveis ganhos e perdas.

    Precisamos vencer o medo também. Aprender a lidar com o novo, com o desconhecido. Enxergar o diferente como oportunidade e não como ameaça.

    Ter objetivos bem definidos, para nos direcionar o caminho é outra questão importante. E isso só será possível com uma boa dose de autoconhecimento.

    Como você define para onde quer ir?

    O que deseja estar vivendo daqui 10, 20, 50 anos?

    Com quem você quer estar compartilhando sua vida, dividindo sua casa e seus segredos?

    O tempo voa meu bem. A roda da vida não para e você precisa se apressar.

    Ajustando a Rota do Coração

    Se você deseja conhecer o caminho para a conquista de uma vida amorosa saudável e feliz, onde você possa desfrutar de uma relação saudável e estabelecer uma parceria romântica e bem-sucedida, você pode adquirir a gravação do “Desafio Ajustando a Rota do Coração” clicando no botão abaixo.

    Com carinho,

    Renata.

  • RELAÇÕES AFETIVAS NA ATUALIDADE

    RELAÇÕES AFETIVAS NA ATUALIDADE

    RELAÇÕES AFETIVAS NA ATUALIDADE

    Relações afetivas - flores

    Quero apresentar a você um conto, escrito por Claude Steiner, que traz reflexões riquíssimas sobre as relações afetivas que tem se estabelecido na atualidade. Cada vez que leio essa envolvente história, recheada de encanto e sabedoria, me convenço ainda mais da importância dos bons relacionamentos em nossas vidas.

    Logo após o conto, você encontrará alguns pontos que devem te conduzir a uma reflexão que, com certeza, mudará o seu olhar sobre os relacionamentos que acontecem ao seu redor.

    Boa leitura!

    Uma História de Carícias

    Era uma vez, há muito tempo, um casal feliz, Antônio e Maria, com dois filhos chamados João e Lúcia. Para entender a felicidade deles, é preciso retroceder àquele tempo.

    Cada pessoa, quando nascia, ganhava um saquinho de carinhos. Sempre que uma pessoa punha a mão no saquinho podia tirar um Carinho Quente. Os Carinhos Quentes faziam as pessoas sentirem-se quentes e aconchegantes, cheias de carinho. As pessoas que não recebiam Carinhos Quentes expunham-se ao perigo de pegar uma doença nas costas que as fazia murchar e morrer.

    Era fácil receber Carinhos Quentes. Sempre que alguém os queria, bastava pedi-los. Colocando-se a mão na sacolinha surgia um Carinho do tamanho da mão de uma criança. Ao vir à luz o Carinho se expandia e se transformava num grande Carinho Quente que podia ser colocado no ombro, na cabeça, no colo da pessoa. Então, misturava-se com a pele e a pessoa se sentia toda bem.

    As pessoas viviam pedindo Carinhos Quentes umas às outras e nunca havia problemas para consegui-los, pois eram dados de graça. Por isso todos eram felizes e cheios de carinhos, na maior parte do tempo.

    Um dia uma bruxa má ficou brava porque as pessoas, sendo felizes, não compravam as poções e unguentos que ela vendia. Por ser muito esperta, a bruxa inventou um plano muito malvado. Certa manhã ela chegou perto de Antonio enquanto Maria brincava com a filha e cochichou em seu ouvido: “Olha Antônio, veja os carinhos que Maria está dando à Lúcia. Se ela continuar assim vai consumir todos os carinhos e não sobrará nenhum pra você”.

    Antônio ficou admirado e perguntou: “Quer dizer então que não é sempre que existe um Carinho Quente na sacola?”

    E a bruxa respondeu: “Eles podem se acabar e você não os ganhará mais”. Dizendo isso a bruxa foi embora, montada na vassoura, gargalhando muito.

    Antônio ficou preocupado e começou a reparar cada vez que Maria dava um Carinho Quente para outra pessoa, pois temia perdê-los. Então começou a se queixar de Maria, de quem gostava muito. E Antônio também parou de dar carinhos aos outros, reservando-os somente para ela.

    As crianças perceberam e passaram também a economizar carinhos, pois entenderam que era errado dá-los. Todos ficaram cada vez mais mesquinhos.

    As pessoas do lugar começaram a sentir-se menos quentes e acarinhados e algumas chegaram a morrer por falta de Carinhos Quentes. Cada vez mais gente ia à bruxa para adquirir unguentos e poções. Mas a bruxa não queria realmente que as pessoas morressem porque se isso ocorresse, deixariam de comprar poções e unguentos: ela então inventou um novo plano. Todos ganhavam um saquinho que era muito parecido com o saquinho de Carinhos, porém era frio e continha Espinhos Frios. Os Espinhos Frios faziam as pessoas sentirem-se frias e espetadas, mas evitava que murchassem.

    Daí para frente, sempre que alguém dizia “Eu quero um Carinho Quente”, aqueles que tinham medo de perder o suprimento, respondiam: “Não posso lhe dar um Carinho Quente, mas, se você quiser, posso dar-lhe um Espinho Frio”.

    A situação ficou muito complicada porque, desde a vinda da bruxa havia cada vez menos Carinhos Quentes para se achar e estes se tornaram valiosíssimos. Isto fez com que as pessoas tentassem de tudo para consegui-los.

    Antes da bruxa chegar as pessoas costumavam se reunir em grupos de três, quatro, cinco sem se preocuparem com quem estava dando carinho para quem. Depois que a bruxa apareceu, as pessoas começaram a se juntar aos pares, e a reservar todos os seus Carinhos Quentes exclusivamente para o parceiro. Quando se esqueciam e davam um Carinho Quente para outra pessoa, logo se sentiam culpadas. As pessoas que não conseguiam encontrar parceiros generosos precisavam trabalhar muito para obter dinheiro para comprá-los.

    Outras pessoas se tornavam simpáticas e recebiam muitos Carinhos Quentes sem ter de retribuí-los. Então, passavam a vendê-los aos que precisavam deles para sobreviver. Outras pessoas, ainda, pegavam os Espinhos Frios, que eram ilimitados e de graça, cobriam-nos com cobertura branquinha e estufada, fazendo-os passar por Carinhos Quentes. Eram na verdade carinhos falsos, de plástico, que causavam novas dificuldades. Por exemplo, duas pessoas se juntavam e trocavam entre si, livremente, os seus Carinhos Plásticos. Sentiam-se bem em alguns momentos, mas logo depois, sentiam-se mal. Como pensavam que estavam trocando Carinhos Quentes, ficavam confusas.

    A situação, portanto, ficou muito grave…

    Não faz muito tempo uma mulher especial chegou ao lugar. Ela nunca tinha ouvido falar na bruxa e não se preocupava que os Carinhos Quentes acabassem. Ela os dava de graça, mesmo quando não eram pedidos.

    As pessoas do lugar desaprovavam sua atitude porque essa mulher dava às suas crianças a ideia de que não deviam se preocupar com que os Carinhos Quentes terminassem, e a chamavam de Pessoa Especial.

    As crianças gostavam muito da Pessoa Especial porque se sentiam bem em sua presença e passaram a dar Carinhos Quentes, sempre que tinham vontade.

    Os adultos ficavam muito preocupados e decidiram impor uma lei para proteger as crianças do desperdício de seus Carinhos Quentes. A lei dizia que era crime distribuir Carinhos Quentes sem uma licença. Muitas crianças, porém, apesar da lei, continuavam a trocar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade ou que alguém os pedia. Como existiam muitas crianças parecia que elas prosseguiram seu caminho.

    Ainda não sabemos dizer o que acontecerá…

    – Os adultos forçarão as crianças a parar com sua imprudência?

    – Ou se juntarão à Pessoa Especial e às crianças e entenderão que sempre haverá Carinhos Quentes, tantos quantos forem necessários? 

    Do livro: A Carícia Essencial Roberto Shinyashiki – Editora Gente

    Vale a pena Refletir:

    – O amor sincero e verdadeiro nos nutre afetivamente, favorecendo uma vida mais saudável e aumentando nossa sensação de felicidade.

    – Todos podemos dar e receber amor. Como seres humanos que somos, temos a capacidade de aprender a sentir esse sentimento na convivência com as pessoas que nos rodeiam. (Todos recebemos um saquinho de carinhos quentes quando nascemos).

    – Podemos distribuir afeto verdadeiro, eles são inesgotáveis e não há contraindicação.

    – A ausência do afeto nos coloca em risco de adoecermos.

    – Adultos significativos exercem grande influência no comportamento das crianças – o poder do modelo é indiscutível. (as crianças foram deixando de distribuir carinhos quentes).

    – A mentira tem um grande poder de destruição e se espalha perigosamente entre todos que acreditam ingenuamente, sem checar os fatos.

    – Buscamos alternativas para lidar com as dificuldades e o sofrimento, e nem sempre essas alternativas são as melhores. Pagamos um alto preço por isso. (O saquinho de espinhos frios foi criado para atender aos interesses da bruxa, mas também eram “bons” para as pessoas porque evitavam que elas morressem).

    – Nos dias de hoje, vemos pessoas enganando umas às outras, trocando espinhos frios como se fossem carinhos quentes. Vemos pessoas “vendendo” carinhos falsos, vemos pessoas se submetendo a eles porque acham que não são capazes de conseguir carinhos verdadeiros ou até duvidam que eles existam realmente…

    – O contexto das relações atuais anda tão “doente”, que as pessoas que se comportam de maneira saudável (sincera, honesta, comprometida) parecem verdadeiros “ETs”. E em algumas situações se sentem culpadas, inadequadas e chegam a receber punições por apresentarem esses comportamentos.

    – O que nós iremos fazer com essa realidade? Como iremos nos comportar?

    – Não se deixe enganar pelas aparências. Buscar a essência das relações torna nossas vidas mais verdadeirasT

    Relações afetivas - flores

    RELAÇÕES AFETIVAS NA ATUALIDADE

    Quero apresentar a você um conto, escrito por Claude Steiner, que traz reflexões riquíssimas sobre as relações afetivas que tem se estabelecido na atualidade. Cada vez que leio essa envolvente história, recheada de encanto e sabedoria, me convenço ainda mais da importância dos bons relacionamentos em nossas vidas.

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  • RELACIONAMENTOS ABUSIVOS VERSUS AUTOESTIMA

    RELACIONAMENTOS ABUSIVOS VERSUS AUTOESTIMA

    RELACIONAMENTOS ABUSIVOS VERSUS AUTOESTIMA

    relacionamentos abusivos - Pare

    Descubra como o sentimento de autoestima pode te proteger de relacionamentos abusivos

    Grande parte das pessoas que chegam aos consultórios de psicologia vivem (ou viveram) relacionamentos abusivos. É com tristeza que acompanhamos histórias – não apenas na clínica, mas de amigos, familiares e conhecidos – em que percebemos claramente relações de submissão, exploração e controle, que se mantém por anos entre casais que vão se “ajustando” a essa realidade que traz tantos malefícios ao bem-estar emocional dos envolvidos. Mais preocupante ainda é observarmos que esse tipo de relação, no pior dos desfechos, acaba culminando em crimes contra a vida das pessoas, em sua grande maioria mulheres.

    Por que esse fenômeno tem ocorrido? O que podemos fazer para evitá-lo?

    Sabemos que são inúmeras as variáveis que interferem no processo pelo qual os relacionamentos amorosos se desenvolvem. Lidamos com influências culturais, históricas, familiares, sociais e pessoais. E nesse conjunto todo, conseguir destacar variáveis que se relacionam de forma mais intensa na construção de relacionamentos amorosos saudáveis significa uma grande conquista.

    Como todo relacionamento interpessoal, os relacionamentos amorosos também exigem de nós algumas habilidades para a condução saudável desse processo que vai se refinando com o passar do tempo. A direção que ele toma somos nós que estabelecemos. Habilidades como a assertividade, a empatia e o respeito pelos direitos da outra pessoa são essenciais. No entanto, um grande balizador das nossas interações amorosas, que não pode ser negligenciado, é o nosso sentimento de autoestima. Ele é nosso escudo, nosso protetor contra os possíveis abusos e desmandos do outro.

     O sentimento de autoestima é o sentimento de amor e valor que nutrimos por nós mesmos. Ele começa a se desenvolver a partir das nossas primeiras interações sociais, só sendo possível através do contato com outras pessoas. Desde quando nascemos, ao experimentar o sentimento de amor dos nossos pais por nós, começamos a perceber o nosso próprio valor. A palavra-chave aqui é amor incondicional. 

    A criança precisa ser amada incondicionalmente pelas pessoas que estão próximas a ela. Independente dos comportamentos que apresenta, dos acertos ou erros, de ser mais calma ou agitada, bonita ou feia (se é que existe criança feia…), o importante é sentir-se amada verdadeiramente, é ter segurança desse amor. 

    As primeiras relações com os pais são muito significativas nesse processo, mas a partir do momento que o círculo de interações sociais da criança vai se ampliando, ela passa a ter a oportunidade de sentir esse tipo de amor de outras pessoas que também sejam significativas para ela. Sentindo-se amada pelo outro, aprende a amar a si mesma.

    A partir do momento que você reconhece o seu valor, fica muito mais fácil identificar comportamentos de ‘desvalor’ vindo do outro. Quando você tem convicção de que merece ser tratado com respeito, carinho e amor, quando sabe que só vale a pena dividir a sua vida com alguém que te valorize e que sinta orgulho de tê-lo ao seu lado, torna-se bastante improvável sua permanência em um relacionamento meia-boca, abusivo, controlador ou algo desse tipo.

    Nesses casos, a condição de estar sozinho não se configura como um problema, pois existe a certeza de que logo encontrará alguém que saiba lhe dar o valor (e o amor) de que é merecedor.

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